Trilha “Academia Forense Livre” abordará temas relacionados à busca e recuperação de arquivos

Ramilton Costa Gomes Júnior, especialista em Criptografia e Segurança de Redes, administrador de Rede, Segurança de Rede e Computação Forense; é o coordenador da Trilha “Academia Forense Livre” e explica os principais temas que serão abordados, durante a Latinoware 2014.

Confira a entrevista:

 

1. Quais serão os principais temas abordados na Trilha de Academia Forense?

A Computação Forense abrange temas muito diversos. Nesta edição a “Academia Forense Livre” escolheu abordar alguns assuntos bastante úteis para os Peritos como, por exemplo: busca e recuperação de informações. Reconstrução de sessões, recuperação de email, cronologia de eventos no disco rígido, técnicas de recuperação de arquivos (file carving) reconstruir conversas VoIP e análise de memória.

 

2. Os palestrantes são profissionais de destaque na área. Pode citar alguns deles e os temas que abordarão?

A “Academia Forense Livre” é constituída por um grupo de pesquisadores que atua em diversas áreas da computação forense. São professores, coordenadores e palestrantes de eventos nacionais e internacionais. Os membros que estarão na Latinoware são:

Eriberto Mota: Professor da pós-graduação em Perícia Digital na Universidade Católica de Brasília, autor de diversos livros relacionados a Análise de Redes e Computação Forense. É Oficial de Cavalaria do Exército Brasileiro. Eriberto Mota estará ministrando palestra e minicurso, e um dos temas abordado por ele será “Forense em memória com Volatility”.

Gilberto Sudré: Consultor, professor e pesquisador nas áreas de Segurança da informação e Computação Forense. Coordenador do Laboratório de Segurança da Informação e Computação Forense do IFES. É instrutor da Academia de Polícia Civil do ES na disciplina de Computação Forense. É comentarista de tecnologia da Rádio CBN, TV Gazeta e Jornal a Gazeta. Autor de diversos livros nas áreas de Redes de Computadores e Segurança da Informação. Gilberto estará ministrando palestra sobre “A investigação de Crimes Digitais e a Perícia Forense”.

Ramilton Costa Gomes Júnior: Professor universitário. Mestrando em Informática pela UFES-ES, Especialista em Criptografia e Segurança de Redes pela UFF-RJ, Bacharel em Ciência da Computação pela UNIFENAS-MG. Desde 2005 trabalha com Linux e FOSS (Software Livre e Open Source), principalmente com o desenvolvimento Java, C, e PHP. Administrador de Rede, Segurança de Rede e Computação Forense. Participou de vários eventos como Latinoware, Fórum da Revista Espírito Livre, Encantec, Campus Party, FISL, Ensolba e EMSL, como palestrante. É idealizador do ENSOLBA (Evento de Software Livre no Extremo Sul da Bahia). Ramilton é embaixador do Projeto Fedora Brasil.

Sandro Melo: Professor e Coordenador do curso de pós-graduação lato-sensu em Computação Forense na BANDTEC e também IQUALI – Salvador-BA, Coordenador do curso de Segurança de Redes e Forense Computacional na Faculdade Maurício de Nassau em Maceió-AL. Autor de diversos livros relacionados a Computação Forense, Mestre em Engenharia da Computação pelo IPT e doutorando no programa do TIDD-PUC/SP. Sandro estará ministrando o minicurso “Kudo Post Mortem Forense com Ferramenta Foss – Escovando Bits, Garimpando Dados, Identificando e tratando evidências”.

 

3. Será abordado o tema investigação. De que forma o Software Livre pode ser utilizado em temas relacionados à investigação?

Sim. Este tema é o foco principal da nossa trilha. Para a realização de uma investigação, várias ferramentas são normalmente utilizadas para auxiliar o perito na sua atividade. Para evitar suspeitas em relação a investigação é fundamental que as ferramentas possam ser auditadas em relação a sua integridade e funcionamento e isso é possível somente se temos acesso ao código fonte. O Software livre é perfeito para a realização da investigação exatamente por sua concepção.

 

4. A recuperação de arquivos pode ser citada como um importante aliado na solução de investigações?

A recuperação de arquivo é uma etapa muito importante para a investigação forense. É através dela que conseguimos encontrar informações valiosas que foram inadvertidamente ou propositalmente removidas com a intenção de esconder uma determinada informação. Depois de recuperadas, podemos utilizar estas informações para correlacioná-las com as recuperadas através da Forense de Rede, Forens in Vivo e Forense de Memória o que ajuda a um Perito na interpretação dos fatos que aconteceram.

 

5. De que forma a Deep Web será abordada na trilha?

A sigla TOR, um acrônimo para The Onion Router, é uma rede baseada em software livre e de código aberto que tem como objetivo proteger o anonimato pessoal ao navegar a Internet e realizar atividades online. Seu uso pode aumentar a proteção contra a censura e aumentar a privacidade pessoal.

Na palestra vamos conhecer o funcionamento da rede TOR e da Deep Web, de como acessá-las. Os cuidados a tomar na sua navegação e como fazer bom uso da rede. Vamos discutir as novas ameaças e vulnerabilidades da rede TOR e da Deep Web nesta época, pós ataques da NSA e Snowden.

 

6. Como os casos da deep web podem ser descobertos?

Quando falamos de Segurança da Informação, principalmente na Internet, temos apenas uma certeza, não existe nada 100% seguro.

Mesmo no caso da Rede TOR, onde o tráfego é criptografado, existem outros mecanismos que podem permitir a identificação da origem do tráfego. Assim a rede TOR não garante anonimato na navegação WEB.

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