“Precisamos reformular o sistema atual de educação com urgência”, afirmou o mestre em educação Antônio C. Marques durante a palestra “A educação e o hacker – enfrentando a negação do conhecimento”.
A palestra dinâmica de Marques lotou o Espaço Colômbia (Foto: Jean Pavão/PTI)
Ao se referir à transformações na educação, Marques defende que incluir digitalmente os alunos não significa apenas oferecer acesso ao msn ou facebook, mas sim à Tecnologia da Informação e ao software livre. Dessa maneira será possível mudar o doutrinamento que existe ao redor dos softwares proprietários e do analfabetismo tecnológico.
“A atual organização das escolas leva a negação do conhecimento”, ressalta Marques ao falar sobre a opressão que os hackers sofrem na escola. Segundo ele, hackear é um direito e uma questão social de todos.
Ao contrário do que muitos pensam, os hackers tem princípios e éticas como: estar disposto a compartilhar conhecimento, notificar os administradores dos sistemas caso encontrem falhas na segurança, não invadir redes para roubar ou praticar vandalismo, e por fim não distribuir ou colecionar softwares pirateados. Essa é a prática hacker que Marques sugere para as escolas.
Para finalizar, Marques lançou a uma reflexão. “Com qual formação os alunos estão saindo do ensino médio e fundamental para o mercado de trabalho e universidades?