
O especialista em gerência de configurações e automação de datacenters, Guto Carvalho, coordena a Trilha que apresenta um conceito que vem se fortalecendo nos últimos anos: DevOps. A utilização é crescente pois, o DevOps agrega valor aos produtos gerados e geridos por empresas.
Recentemente, Guto participou da Puppet Conf, em São Francisco, e vai colocar em prática todas as recomendações para melhorar cada vez mais a comunidade Puppet-BR, durante a Latinoware. Confira a entrevista:
1. Qual é o conceito de DevOps?
DevOps é uma cultura e um caminho a se seguir para que suas equipes de TI se comuniquem e se relacionem melhor – tudo está ligado a um melhor feedback, com isto, mais valor será agregado aos produtos gerados e geridos por estas empresas.
Através da cultura DevOps pode-se entregar sistemas melhores, com menor custo, fazendo isto de forma mais rápida e com menor risco para empresas.
Seguindo o modelo e as boas práticas da cultura DevOps, as equipes de TI (infra/devel) são uma só, com o mesmo objetivo, trabalhando sempre de forma integrada, lado a lado, dividindo e compartilhando responsabilidades, direcionando todo o seu esforço para fazer com que o negócio de seu cliente flua continuamente.
2. Quais tecnologias são mais utilizadas para esta finalidade, hoje?
Ferramentas que tenham princípio ágil e que já tenham nascido na era cloud são as mais conhecidas. Na área de infraestrutura temos gestores de configurações (puppet/chef/ansibel), orquestradores (fabric/capistrano/mcollective), provisionadores (foreman/vagrant/docker/razor/clobber). Na área de desenvolvimento, temos ferramentas que, quando integradas, possibilitam construir um processo automatizado de deploy como, por exemplo, GIT/Maven/Nexus/Jenkins/Sonar/Puppet/Fabric.
Além das ferramentas, temos princípios de trabalho ágil, colaborativo e dinâmico como SCRUM, KANBAN e GTD, todos estes são muito utilizados por estas equipes para organização de atividades e projetos.
3. Quais vantagens essas soluções apresentam?
São todas ferramentas de nova geração – já nasceram na geração cloud – que trazem consigo amplos recursos para automatizar e facilitar o processo de desenvolvimento ou o processo de administração de soluções.
4. Você esteve recentemente na Puppet Conf, em São Francisco, o que você viu e quais novidades foram discutidas por lá?
O Puppet da Puppetlabs hoje é a mais conhecida ferramenta de gestão de configurações disponível, tem forte adoção no mercado Europeu, Asiático e nos Estados Unidos. Aqui no Brasil avança rapidamente no Governo Federal e empresas privadas.
O Puppet e demais projetos da Puppetlabs oferecem um framework completo composto dos três princípios básicos da infraestrutura ágil, temos ferramentas para a gerência de configurações (puppet), orquestração (mcollective) e provisionamento (razor/pe).
No evento, vimos as novidades da versão opensource 3.7 que trouxe várias correções importantes e melhorias como o suporte ao ruby 2.0 e arquiteturas 64 bits. Além disso, muitas melhorias no suporte a administração de ambiente windows foram liberadas.
Em relação ao Puppet Enterprise, vimos um gerenciador web bem mais completo e integrações sólidas com a plataforma VMWARE/VCAC. Tudo está bem mais facilitado e rápido na área de classificação de nodes com suporte a grupos e herança de grupos.
No evento encontramos cerca de 10 brasileiros, dois deles palestrantes. Participamos também de todas as palestras relativas à comunidade de usuários Puppet.
Na Latinoware já vamos por em prática todas as recomendações para melhorar cada vez mais a comunidade Puppet-BR. Também teremos o primeiro encontro nacional Puppet que vai acontecer no segundo dia do evento.