
“E você, está pronto para o Ipv6? Saiba que ele já está em sua rede!”. Esse foi o tema da palestra ministrada por João Paulo de Lima Barbosa, nesta quinta-feira, na Latinoware. Ele citou o case do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que é o primeiro colocado nacional e quinto colocado mundial na proporção de implantação de IPv6 em sua rede.
O PTI começou a implantar o IPv6 em sua rede desde janeiro de 2013 e já é o primeiro colocado nacional na proporção de implantação em sua rede. O endereço v4 – de versão 4 – tem uma capacidade de crescimento limitada. O número máximo de dispositivos que ele pode ter é de aproximadamente 4,300 bilhões e essa capacidade já estava chegando no limite. Se continuássemos nessa versão do protocolo a internet deixaria de crescer e novos dispositivos não poderiam ser agregados à rede.
Diante do problema, na década de 90 foi projetado um novo protocolo com a capacidade de endereçamento maior, ou seja, para permitir mais dispositivos conectados e mais pessoas conectadas na rede mundial. “Só que ele ainda não foi implantado como deveria. A implantação chegou no limite agora. O PTI começou em 2013 a fazer a implantação e a proporção de implantação que nós temos hoje é a maior do Brasil. Temos quase 90% da nossa rede funcionando nesse novo protocolo”, explicou o palestrante, que é analista de suporte da Fundação PTI.
Como os protocolos são incompatíveis, o PTI tem os dois nos computadores. Porém, o IPv6 proporciona maior capacidade de crescimento. “Só que ele trabalha de uma forma um pouco diferente do protocolo anterior e traz dificuldade. Não é todo local que está preparado para trabalhar com ele. Por isso, é que acabou atrasando muito a implantação”, afirma o analista.