Uma das grandes preocupações na internet é com as proteções ao usuário diante de crimes informáticos. Durante palestra, Tulio Vianna explicou alguns dos crimes pela internet e afirma que não existem leis diretas para esses tipos de crimes.

Foto: Jean Pavão/PTI
Dentre os crimes mais praticados está o roubo de senhas de bancos, muitos usuários são enganados por meio de falsos e-mails de atualização de cadastros e acabam sofrendo algum dano. “Quem devemos culpar por isso? O banco ou o usuário que foi ingênio? Essa é uma questão mais política, pois ela é muito imparcial. A meu ver quem deveria ser punido seria o banco que não oferece a segurança adequada para que o usuário não caia em um golpe”, revela.
Outro crime comum é o direito autoral, as editoras ou empresas cinematográficas estipulam algumas regras para o uso de seu direito autoral. Mas segundo Tulio isto é muito vago, um exemplo é com as editoras que permitem o uso de um trecho de alguma obra, para as editoras esse trecho seria de apenas um parágrafo. “Dentro da lei esse trecho deveria ser um capítulo no mínimo e o que acontece é que as editoras abusam de seu poder e, vamos citar um exemplo, mandam seus advogados para alguma faculdade fiscalizar as cópias que os professores deixam à disposição dos alunos. Esse abuso de poder não deve existir, então os novos projetos de leis para crimes da internet devem proteger os usuários quanto a essas empresas que mandam alguns sites ou blogs saírem do ar por conta da utilização indevida de alguma informação”, conta.
Tulio encerra a discussão com um assunto, que para ele, é muito polêmico, a censura nas redes sociais. Em exemplo, ele destaca o facebook que diante de
alguma publicação indevida o post é deletado pelo servidor sem notificar ninguém. “Esse assunto me assusta muito, pois os usuários aguentam calados essa situação. Publicações de manifestações políticas são deletadas e isso não deve existir, pois a rede ou é pública ou não. Essas redes sociais devem ser neutras, sendo o usuário capaz de decidir o que é relevante ou não a ser publicado”, conclui.
Vale lembrar que o usuário deve respeitar os direitos individuais de cada pessoa, só assim para que a internet seja utilizada com cautela. (Fotos: Jean Pavão/PTI)